O Insólito diário
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
domingo, 15 de fevereiro de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
CARNAVAL #1
Este é tempo de divisas
tempo de
De mãos viajando sem braço,
obscenos gestos avulsos.
Mudou-se a rua da infância.
E o vestido vermelho
vermelho
cobre a nudez do
ao relento, no vale.
(DRUMMOND, Carlos. Nosso Tempo, fragmento)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Hurt (dor)
Por Johnny Cash
Eu machuquei a mim mesmo hoje
Para ver se eu ainda sinto
Eu me concentro na dor
A única coisa que é real
A agulha abre um buraco
A velha picada familiar
Tento apagar tudo
Mas eu me lembro de tudo
O que me tornei, minha mais doce amiga?
Todos que eu conheço vão embora
No final
E você poderia ter tudo isso
Meu império de sujeira
Eu vou te desapontar
Eu farei você sofrer
Eu uso essa coroa de espinhos
Sobre meu trono de mentiras
Cheio de ideias partidas
Que eu não posso consertar
Sob as manchas do tempo
Os sentimentos desaparecem
Voce é outra pessoa
Eu ainda estou aqui
O que me tornei, minha mais doce amiga?
Todos que eu conheço vão embora
No final
E você poderia ter tudo isso
Meu império de sujeira
Eu vou te desapontar
Eu farei você sofrer
Se eu pudesse começar de novo
A milhões de milhas de distância
Eu me salvaria
Eu encontraria um jeito
domingo, 6 de julho de 2014
CASA NO CAMPO
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais.
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais.
Eu quero carneiros e cabras
Pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal.
Pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal.
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais.
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais.
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos, meus livros e nada mais
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais.
Meus discos, meus livros e nada mais
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais.
terça-feira, 24 de junho de 2014
UM ANO ATRÁS (OU MAIS..)
"Noite de S.João para além do muro do meu quintal.
Do lado de cá, eu sem noite de S.João.
Porque há S. João onde o festejam.
Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite,
Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos.
E um grito casual de quem não sabe que eu existo".
Por que recordar.. é viver : D
*Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos", (PESSOA, Fernando, 1965, 232)
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