
Então acontece como sempre não apareço, esqueço o mundo e ninguém mais me vê ( é como se eu ficasse em off) e depois de algumas semanas passa (como se alguém apertasse o botão 'on')... Em pensar que essa alusão a botões de um controle secreto sempre estiveram presente na minha mente quando pensava na morte, queria que hoje alguém apertasse o botão 'power' para eu começar a viver, abandonar a casa da infância, as poucas lembranças boas do meu pai, os dias que eu colava papéis de revista na parede ouvindo Legião urbana "é impossível ter da vida calma e força.." Todos os caminhos que eu deixei me levaram a nada, outras coisas foram tão fácil conseguir e eu me pergunto " e daí?", não ligo. Mas sou hoje exatamente como a mulher do conto de Clarice Lispector que vai ao zoológico para aprender a odiar o homem cujo o único crime foi o de não amá-la, será que quem ama liberta mesmo ? acho que não, Ou então falar de amor não é amar mesmo, eu não amo, mas penso que sim, ou amo e não sei amar direito. Não sei ver o amor dos outros e vejo amor onde não tem... É quase um crime ter sentimentos verdadeiros, ser paciente com as vulgaridades do meio do caminho... Hoje eu queria encontrar o búfalo, como a mulher, lhe atirar pequenas pedras e esperar os fios de sangue negro brotarem em mim...
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