segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Hurt (dor)

Por Johnny Cash



Eu machuquei a mim mesmo hoje
Para ver se eu ainda sinto
Eu me concentro na dor
A única coisa que é real

A agulha abre um buraco
A velha picada familiar
Tento apagar tudo
Mas eu me lembro de tudo

O que me tornei, minha mais doce amiga?
Todos que eu conheço vão embora
No final

E você poderia ter tudo isso
Meu império de sujeira
Eu vou te desapontar
Eu farei você sofrer

Eu uso essa coroa de espinhos
Sobre meu trono de mentiras
Cheio de ideias partidas
Que eu não posso consertar

Sob as manchas do tempo
Os sentimentos desaparecem
Voce é outra pessoa
Eu ainda estou aqui

O que me tornei, minha mais doce amiga?
Todos que eu conheço vão embora
No final

E você poderia ter tudo isso
Meu império de sujeira
Eu vou te desapontar
Eu farei você sofrer

Se eu pudesse começar de novo
A milhões de milhas de distância
Eu me salvaria
Eu encontraria um jeito



domingo, 6 de julho de 2014

CASA NO CAMPO

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais.
Eu quero carneiros e cabras
Pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal.
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais.
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos, meus livros e nada mais
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais.

terça-feira, 24 de junho de 2014

UM ANO ATRÁS (OU MAIS..)


"Noite de S.João para além do muro do meu quintal.

Do lado de cá, eu sem noite de S.João.

Porque há S. João onde o festejam.

Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite,

Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos.

E um grito casual de quem não sabe que eu existo".


Por que recordar.. é viver : D

*Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos", (PESSOA, Fernando, 1965, 232)

domingo, 25 de maio de 2014

Ontem



Disse um poeta:

"Amigos não são para ocasiões, amigos são para sempre..."

Amém


domingo, 9 de fevereiro de 2014

SEM TEMPO





Aqui está uma canção
Que me lembra de quando éramos jovens
Relembrando todas as coisas que nós fizemos
Você precisa continuar seguindo em frente


Lá fora, no mar

É o único lugar em que eu, sinceramente
Consigo alguma paz de espírito
Você sabe, está ficando difícil voar


Se for pra eu fracassar, você estaria lá pra me aplaudir?

Ou você se esconderia atrás de todos eles?
Porque se eu tiver que ir, no meu coração você crescerá
E lá é o lugar ao qual você pertence


Se for pra eu fracassar, você estaria lá pra me aplaudir?

Ou você se esconderia atrás deles?
Porque se eu tiver que ir, no meu coração você crescerá
E é lá que você pertence


Se for pra eu fracassar, você estaria lá pra me aplaudir?

Ou você se esconderia atrás de todos eles?
Se eu tiver que ir, no meu coração você crescerá
E lá é o seu lugar


Acho que estou sem tempo
Estou sem tempo
Estou sem tempo
Estou sem tempo
Estou sem tempo



"Como disse Churchill, é direito inalienável de cada inglês viver onde diabos ele gosta? E que vai fazer, desaparecer? ele não vai estar lá quando eu voltar?"

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Hoje, numa sessão nostalgia.

Vendo o blog foi como se todos os dias de nossa amizade, passasse em minha frente de uma só vez.
Uma onda de emoção, de lembras...
É muito bom saber que fiz parte de sua historia, ou de alguns momentos de sua vida...
O tempo passa as lembranças, os sorrisos, tudo pode mudar, mas a verdadeira amizade permanece, é isso que sinto quando te encontro.
Bruna minha amiga... Minha irmã de janeiro a janeiro te amarei. “Enquanto houver árvores sempre estará em minhas lembranças.”

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

OS NINGUÉNS






As pulgas sonham com comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico a sorte chova de repente, que chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chove ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.
Os ninguéns: os filhos de ninguém, os donos de nada,
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são, embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religião, praticam supertições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não têm cultura, e sim folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.
(Eduardo Galeano, in Livro dos abraços, pag. 71)